Dia Mundial da Justiça Social pauta atividades nas unidades da Societá

Publicado em: 21 de fevereiro de 2018 • Categoria: Jovem Aprendiz, Unidades

 

Erradicar a pobreza, promovendo o pleno emprego e o trabalho digno, a igualdade de gênero e o acesso ao bem-estar social e à justiça para todos. Com este propósito, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou, em 2007, o dia 20 de fevereiro como “Dia Mundial da Justiça Social”. Ao criar condições para a inclusão de milhares de jovens no mundo do trabalho, a Lei do Aprendiz é um forte instrumento de combate ao trabalho infantil e outras formas degradadas de trabalho. Por isso, as unidades da Societá – Formação Profissional se dedicaram à reflexão sobre a justiça social a partir de diferentes perspectivas.

“Conscientizar o jovem da importância dos nossos problemas sociais e, acima de tudo, sensibilizá-los sobre a importância de agirmos em favor de um mundo mais justo também faz parte do nosso papel como entidade qualificadora. Nosso objetivo é oferecer condições para que nossos jovens sejam bem sucedidos no mercado de trabalho, mas, igualmente, para que sejam nem sucedidos como cidadãos”, disse a coordenadora pedagógica da Societá, Natália Figueira.

Na unidade Ituiutaba, o debate foi feito a partir de uma reflexão sobre a inclusão. “Discutimos a importância de combater o preconceito, de aceitar as diferenças e zelar pelo bem estar de todos”, afirmou a instrutora Thais Pádua, que conduziu a atividade. Na unidade Frutal, histórias de preconceito, racismo e denúncias apresentadas pela instrutora Lizandra Cristina foram base para o debate e criação de cartazes que mostram como a Justiça Social deve ser conduzida e atingir a todos.

Na unidade Araguari, a justiça social foi discutida sob o viés da cultura, preconceito e racismo, além da inclusão no mercado de trabalho. “Debatemos questões sobre a justiça na sociedade, em relação às minorias e às oportunidades, que surgem para uns e não para outros no meio social. Os jovens participaram ativamente da atividade”, afirmou o instrutor Marcos Lemos. Para repercutir o tema da justiça social, a instrutora da unidade Uberaba, Juliana Seabra, aplicou três situações-problema sobre gênero, discriminação e preconceito.

Na unidade de Santa Vitória, os aprendizes também repercutiram o tema. “Fizemos uma longa conversa sobre a necessidade da luta pela melhoria das condições sociais do Brasil, para erradicação de problemas básicos que ainda temos, como desemprego, pobreza, corrupção, exclusão entre outros. Como resultado, fizemos um mural com alguns desenhos e cartazes, além de assistirmos a uma paródia feita pela aprendiz Raiane”, afirmou a instrutora Jéssica Ferreira.

Já em Campo Florido, a discussão sobre a justiça social contou com a contribuição valiosa de uma jovem, que fez um relato de experiência aos colegas. “Antes de vir morar na cidade, ela viveu em uma favela em São Paulo, em meio a muita pobreza, sentindo na pele a exclusão social, por meio do desemprego e da insegurança. Ainda hoje, por ser negra e ter uma deficiência na mão, relata sofrer preconceito. Então, se identificou muito com o tema”, contou a instrutora da unidade, Ana Letícia Ribeiro.

Imigração

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“Trabalhadores em deslocamento: a busca por justiça social” é o tema trabalhado pela ONU para o Dia Mundial da Justiça Social em 2018, que foca os 150 milhões de trabalhadores migrantes do mundo, muitos dos quais enfrentam exploração, discriminação, violência e falta de proteções básicas no trabalho. “A maior parte da migração hoje está ligada, direta ou indiretamente, à busca por oportunidades de trabalho decente”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, em mensagem para a data.

 

Aprendiz mobiliza colegas para campanha em favor de entidade social

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A coordenadora da unidade do Prata da Societá – Formação Profissional, Maísa Vieira, foi surpreendida pela iniciativa da jovem Isabella Queiroz (à esquerda), quando a aprendiz a procurou solicitando apoio para iniciar uma campanha de arrecadação de itens de necessidade para a “Casa Espírita do Samaritano”, entidade social destinada ao acolhimento de pacientes psiquiátricos.

“A jovem ficou sabendo que a instituição estava passando por dificuldades e que não tinham o básico para higiene pessoal dos internos. Então, fizemos um movimento junto a todas as turmas de jovens aprendizes da unidade Prata. O resultado foi comovente, demonstra grande sensibilidade dos jovens para a promoção de ações de inclusão social”, afirmou Maisa Vieira.

Entre os itens arrecadados pelos jovens aprendizes em empresas da cidade, estão rolos de papel higiênico, sabonetes, pastas de dente, absorventes, fraldas geriátricas e desodorantes, que foram entregues à instituição na última sexta-feira (16). A “Casa Espirita do Samaritano” cuida de aproximadamente 20 pessoas e não conta com nenhuma subvenção do poder público.